Cinema do Corpo

TÓPICO 2:

"Com essa reestruturação espaciotemporal, a presença do corpo na imagem fílmica dota-o da capacidade de se constituir como um espaço de construção de sensações e afetos (como já dito), por adotar uma concepção de corporeidade fortemente baseada na relação afetiva entre os corpos do ator, do realizador e do espectador. A dimensão sensorial dessa tríplice relação é reforçada quando a oscilação do corpo do ator é acompanhada de um movimento correspondente da câmera e sentida imediatamente pelo espectador. Tal é a força sensorial sentida corporalmente por via dessa concepção estética que a essa vertente do cinema moderno que terá seus desdobramentos na contemporaneidade convencionou-se rotular de ‘Cinema do Corpo’ "

  • "Cinema do corpo" - através do corpo que se desencadeia gera uma concepção nova de narrativa dentro do cinema, quando o ator tem mais fluidez e liberdade de ser o condutor, aqui ele não age mais para a câmera e sim, ela age por ele, o mesmo acontece dentro do espetáculo, contudo a liberdade vem de ambas as partes, tendo a atriz-câmera podendo livremente decidir se o que vai ser filmado é aquele corpo com sua narrativa, ou o espaço e por vezes até a si mesma, sendo ela o próprio corpo desencadeado e sendo duas pontas da tríplice.

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